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um, dois, três poemas



mais que tropeço sanhudo
a onda rompe o próprio centro
para produzir esse
acorde áspero e forte

bem acima
sem que se dê por isso
jungidas ao azul recurvo
nuvens num turbilhão
talhado   surdo

03 de fevereiro de 2012




o marido velho à
sombra fulva desses sentimentos de amor

a testa — fruto ácido e fungível que
oscila — se inclina

forçado em suplícios que o fatigam
medita a música calada e irascível

de uma meia confissão que lhe sai
ao preço de ficta vulgaridade


04 de fevereiro de 2012




pânicas umbelas de beira-
praia (três verões mais tarde)
embicadas contra o barbatanear
do vento

uma pálpebra de luz (
pano ligeiro)
dessigila a realidade mais à mão

                                    
05 de fevereiro de 2012


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em inglês, por favor

3 poemas de à ipásia que o espera traduzidos para o inglês folhas de louro coroavam o árduo trabalho do herói e do poeta agora temperam apenas o feijão rotineiro que consagra a vianda sempre envolvida com zelo em pano puído prefiro-as assim folhas de louro mortais colhidas pelas mãos úmidas dessa abissínia nutriz do meu desejo bay leaves crowned the hard work of hero and poet now they merely season the daily beans that consecrate the meal always wrapped with care in a cloth raggedly i prefer them that way mortal bay leaves harvested by the moist hands of this abyssinian nurturer of my desire [Tradução de C. Leonardo B. Antunes] à custa das pétalas do ventilador de teto o bafo morno da noite focinha o sono adorado de ipásia a água rápida do arroio um apanhado de carqueja o longo dia inteiro do verão at the expense of the petals of theceiling fan...

ÉPITAPHE

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antipoema para a literatura branca brasileira

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