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Showing posts from June, 2017

clicheria

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acho engraçado  o cacoete de muito poeta: a palavra final do antepenúltimo verso, de ordinário, rima com a do último

pela cobertura

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não gosto da capa não me agrada o título
mas é um desenho coisa de artista não precisa ser um retrato fiel o ilustrador tem a sua visão e liberdade para recriar etc
só que a boca clusa feito anastácia os ferros na fala o olhar derreado
tudo tão reiterado ainda a mesmidade sob o tardio reconhecimento
a curiosidade sobre e como deve ser uma vida de negro

um rap só e mais nenhum

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nem de longe eu entendo o que me vem à cabeça o silêncio sem ideia é alta recompensa a minha tara a minha manha é sempre comburente eu não lavo minhas mãos nem com água ardente não me venha com deus-me-acuda se o poema aperta a palavra tem dois lados turbulenta moeda gira e rola pomba-gira e dá pra todo mundo felizberto joão-gostoso diná raimundo todos eles dão de mão em poesia pouca essa gente cai por cima e vai dormir de touca desenrolo minha língua pra lamber o pandeiro meu dicionário brasil é num estranho brasileiro meu discurso não tem cabo nem sequer validade atravessa rio na cheia o centro da cidade trova a traça muda o modo do som tagarela escurece logo as coisas antes da novela quer dizer e diz que nem sempre atinge o alvo mas entende a balaca-cadillac do olavo que verbera por respeito no meio da praça onde putas e columbas dão o ar da sua graça onde a bíblia encardida berra ultima verba onde o olho encara o sol e mergulha na treva onde muitas arábias na sola do dia-a-dia onde a língua é esfolada …