poema salvador/ba




a folhagem estica um tentáculo
prateado para fora da janela
não é a de um prédio muito elevado
sempre reluzentes bracelestes

no passeio embrulhada timbrística bulha
de metais diversos
os harmônicos da fala ameaçam fender
o espaço em dois (para divisar:
a água recebe raio de luz e permanece
unida)

o tempo deita um rio
à sua beira num sorvo só percebe-se
que a matéria sorvida espirala-se
ligeira no oco do tronco curva-se para
não ofender toma o desvio primeiro e o
seguinte
água do tempo
arrasta influente

Comments

Cândido said…
legal esse deslizar cursivo, piscante, ao lado (largo) da outra arte, construindo sua própria vidamorte autônoma.
abraço
Cândido.
Anonymous said…
eu quero ver e desnhos!!!!!!!!crismacleiton

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