um poema em andamento

do meu destino os guerreiros
o silêncio e a hipocrisia
atados a lanças frias
montam a guarda sem termo

desnuda crua flora ou só
na margem do rio de sangue
mas pendida a testa franze
sobre o abismo do meu sol

malgrado soldados sem verve
maltrato no brandir das lanças
ela sem nem, num odor avança
mar e incêndio, mais se atreve

*

carne ainda adormecida
parto em cheia madrugada
levando a sombra lesada
do teu corpo em minha vida

quando meio-dia, gozo
no fogo de ceva carne
outros aceiros vincam a tarde
no seio que foi meu repouso

sob a erva a argila dura
rés de orvalho ou o meu suor
dão à tarde certo odor
de terra e de carne obscura

Comments

Ernesto Diniz said…
Gostei demais disso aqui. Já no bookmark, pra voltar sempre.

Grande abraço!

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