que cansa, estafa




tramonta o artifício da eternidade
no plágio lacustre o eriçar dos juncos
o pai rendeu loas a iago o abade
a mãe resiste coberta de fungos

o crocitar do bosque turva o vento
em árdua razão a palma se alonga
quase lanha o friúme do sereno
enquanto a azenha a pilar toda ôntica

à beira da várzea múrmuro anuro
arredado da própria circunstância
ele se excede no que é sem augúrio
e assoma ao extremo da sua lâmina

Comments

Sweet Sirius said…
não chego perto, não.
nem que o queira.
e você continua dizendo
e sou toda ouvidos.

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