Quando leio os poemas (as tiradas)
de Paulo Leminski é como se eu estivesse lendo poemas de poetas da minha e da
geração subsequente tal é a facilidade com que essa poesia se oferece à
imitação. Afinal, quem joga com quem? Mas há algo de mórbido ou de
fantasmagórico nisso, porque – admitindo que o ar esteja efetivamente viciado –
parece que Leminski é que posa como o diluidor deles. Uma originalidade tão
pavimentada quanto exausta.
3 poemas de à ipásia que o espera traduzidos para o inglês folhas de louro coroavam o árduo trabalho do herói e do poeta agora temperam apenas o feijão rotineiro que consagra a vianda sempre envolvida com zelo em pano puído prefiro-as assim folhas de louro mortais colhidas pelas mãos úmidas dessa abissínia nutriz do meu desejo bay leaves crowned the hard work of hero and poet now they merely season the daily beans that consecrate the meal always wrapped with care in a cloth raggedly i prefer them that way mortal bay leaves harvested by the moist hands of this abyssinian nurturer of my desire [Tradução de C. Leonardo B. Antunes] à custa das pétalas do ventilador de teto o bafo morno da noite focinha o sono adorado de ipásia a água rápida do arroio um apanhado de carqueja o longo dia inteiro do verão at the expense of the petals of theceiling fan...

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