achegas antes da solenidade de posse, No assoalho duro (2007)


em todos os teus dias ninguém fará sobre nossa terra
senão o que tu mentalizares
toma do meu coração algum tanto
que sejas esforçado e soca o olho ao tapa-olho


topando com carreirista: taipa e farpa
mais não pedirá
gran colpe con teu tragazeite se por des
ventura um mocambo de poetas negros afirmando
que deuses têm nariz chato e pêlo duro
parte para o tapa (a chibata já não soa bem
no concerto das nações) e nunca para a rapa


cotovelada nas costelas saúda pelo estabelecimento
a cerimoniosa mulher pública


não consintas em nenhuma guisa que os teus sejam soberbos
nem atrevudos mudo chuta-lhes o
baco frasco apenas
concha no lado da orelha


haverás o papa e as gentes
unhaecarnebranca


dá-lhes siempre sus soldadas bien paradas pontapés
joelhadas sem joelheira
punhadas
pois eles (veja-os de joelhos) sem tais
cuidados perderiam o siso
e quando tocassem no teu nome só diriam injúrias
à base de tortuosa linguagem

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